08/04/2026

Mercado brasileiro de EPI supera R$ 21 bilhões em 2024, segundo Animaseg

Esse valor representa cerca de 7% do mercado global, reforçando a relevância do país no cenário latino-americano.

Vestimentas, calçados e luvas concentram mais de 70% desse total, evidenciando o peso dessas categorias na proteção contra riscos mecânicos, térmicos e biológicos.​

A série histórica confirma a trajetória de expansão: o faturamento quase dobrou entre 2019 e 2024, saltando de R$ 10,33 bilhões para R$ 21,05 bilhões, impulsionado pela pandemia, retomada econômica e maior exigência de conformidade em SST.​

Investimento em EPI por trabalhador

O Anuário revela que o Brasil ainda investe menos em EPIs por trabalhador do que mercados desenvolvidos. Considerando toda a população ocupada (102,32 milhões), o gasto médio anual é de R$ 205,76 (US$ 38,18) por trabalhador no Brasil, contra R$ 612,40* (US$ 113,65) na Europa e R$ 695,31* (US$ 129,00) nos Estados Unidos.​

*Conversão baseada na taxa média de 2024 (R$ 5,39/US$).

Outro dado relevante é que apenas 30% dos trabalhadores brasileiros utilizam EPIs de forma sistemática, conforme estudos da ANIMASEG, contribuindo para os elevados índices de acidentes. Essa combinação de baixo gasto médio e subutilização indica potencial significativo de expansão, tanto pela ampliação da base de usuários quanto pela qualificação dos itens fornecidos.​

Acidentes de trabalho e urgência da prevenção

O Anuário registra que a taxa de acidentes por 100 mil trabalhadores cresceu, atingindo 1.910 ocorrências em 2023. Dados internacionais da OIT posicionam o Brasil entre os países com índices de óbitos relevantes, reforçando a necessidade de políticas de prevenção e uso adequado de EPIs.​

“Esse cenário evidencia que a expansão do mercado deve responder também a uma demanda social por ambientes mais seguros. A qualidade do EPI, o ajuste correto ao risco e a cultura de prevenção nas empresas são decisivos para reduzir afastamentos, custos e perdas humanas”, analisa o diretor executivo da ANIMASEG, Raul Casanova Junior.​

Tendências: ESG, certificação e internacionalização

O estudo destaca o avanço da agenda ESG com o Selo ANIMASEG de Sustentabilidade (Bronze, Prata, Ouro, Diamante), que avalia 83 indicadores ambientais, sociais e de governança específicos para o setor.​

“O Selo sinaliza ao mercado empresas que incorporam boas práticas em gestão de resíduos, condições de trabalho e combate à falsificação”, destaca Raul Casanova.​

Na internacionalização, o Projeto Brazilian Safety, em parceria com a ApexBrasil, registrou exportações de US$ 24,41 milhões em 2024, lideradas por calçados de segurança, com avanço na América Latina e Europa. Isso comprova a competitividade brasileira aliando qualidade técnica, conformidade e sustentabilidade.​

Anuário ANIMASEG

Publicado desde 2017, o estudo evoluiu para um anuário completo, abrangendo população ocupada, empresas, acidentes, mercados nacional/global, exportações e sustentabilidade.

Anuário ANIMASEG 2025 oferece à indústria, distribuidores, compradores, autoridades e profissionais de SST um instrumento estratégico para planejamento e formulação de políticas em um mercado de R$ 21 bilhões com amplo potencial de crescimento responsável.

Baixe o PDF do ANUÁRIO 2025 ANIMASEG DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA.

Fonte: Revista Proteção
Foto: GettyImages