11/03/2026

Implementação da nova NR-1 reforça que revisar protocolos de SST pode evitar prejuízos

Auditorias de NRs e monitoramento de saúde mental transformam a segurança em investimento estratégico e evitam incertezas e multas

Quando falamos de segurança do trabalho (SST), um item muito mencionado é o planejamento. Nele é colocado os estudos, baseados em normativas, as elaborações conforme a cultura e rotina da empresa e, principalmente, como tudo isso pode ser colocado em prática.

Porém, esse trabalho não é estático e é aí que as revisões são primordiais, não apenas para cumprir obrigações trabalhistas, mas corrigir falhas e melhorar a jornada laboral, especialmente com as atualizações das Normas Regulamentadoras (NRs) e o tratamento de temas sensíveis, como a saúde mental no ambiente de trabalho.

Segundo informações do SESI Vida, programa da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) com soluções de segurança, produtividade e bem-estar para trabalhadores e indústrias locais, os principais pontos a serem revisados periodicamente envolvem auditoria de NRs; monitoramento ativo de saúde mental das equipes; atualização de equipamentos de proteção individuais e coletivos (EPI/EPC); além de um canal aberto para reporte de riscos.

“A segurança deve ser vista como investimento, não como despesa. O detalhamento de informações e a transparência com o colaborador evitam que o ambiente de trabalho se torne um território de incertezas”, destaca conteúdo divulgado pela Rádio Itatiaia.

 

Check-up da saúde mental

Tema que ganha ainda mais fôlego dentro das empresas, a saúde mental precisa estar nas práticas das empresas e o departamento de Recursos Humanos (RH) tem papel importante nesses planejamentos e vivências.

Bruna Antonucci, psicóloga, consultora em gestão de processos e pessoas, enaltece que as empresas precisam fazer um check-up interno honesto das operações e não focado apenas em campanhas como o Janeiro Branco, avaliando carga de trabalho, relações entre líderes e equipes, práticas de gestão e a coerência entre discurso e prática.

“Em um ano em que a NR-1 começa a valer de forma mais concreta, iniciar o ano discutindo saúde mental é essencial. Isso exige que a empresa olhe para a própria cultura e avalie se realmente promove equilíbrio e bem-estar. É um processo permanente, que depende das decisões institucionais tomadas todos os dias”, afirma a psicóloga, ao RH Pra Você.

Para Luis Gonzalez, CEO e cofundador da Vidalink, empresa de planos de bem-estar corporativo, modelos de gestão focados apenas em performance e desempenho estão fadados a se descontinuar e cuidar da saúde mental dos trabalhadores não pode ser mais vista como algo secundário, alerta, em entrevista ao Você S/A.

Fonte: Revista Cipa
Foto: Freepik